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PATO FU- TODA CURA PARA TODO MAL -
O novo disco da banda mineira Pato Fu está recheado de 13 faixas inéditas. É um álbum feito sem pressa, com letras que falam do dia-a-dia, embaladas pela voz singela, mas marcante de Fernanda Takai. A banda recebeu o reforço do músico Lulu Camargo, nos teclados e no acordeon, instrumento que até então não era utilizado pelo grupo. O álbum tem uma única participação especial, da cantora portuguesa Manuela Azevedo, em Boa Noite Brasil. John Ulhoa, que é o produtor do disco e compositor da maioria das faixas, experimentou em Simplicidade, canção que traz sua voz (processada por um P.Pitch) soar como a de um robô. Mas não espere exageros tecnológicos. Eles optaram pelo som puro dos instrumentos. A fase do casal Takai e Ulhoa depois do nascimento do bebê mostra altas doses de inspiração.

(por Rose de Oliveira)



BLACK EYED PEAS- MONKEY BUSINESS -
Monkey Business e o novo álbum do grupo de R&B Black Eyed Peas, depois de Elephunk, de 2003, que vendeu mais de 2,5 milhões de cópias só nos EUA. Percebe-se que preconceito é uma palavra que passa longe do grupo. São dois rappers negros, um branco e uma bela diva de olhos claros. Monkey Business tem 14 faixas e as participações de James Brown em “They Don’t Want Music”; Jack Johnson, em “Gone Going Gone", e Justin Timberlake que aparece também em "My Style". Algumas letras são bastante interessantes e até trazem um tom político e, como de costume, eles fazem um hip hop sem ter que se utilizar da tradicional cara de bad boy. Num mercado repleto de rappers, o Black Eyed Peas consegue se diferenciar. Monkey Business é imperdível!

(por Rose de Oliveira)



BRUCE SPRINGSTEEN- DEVILS & DUST -
Disco novo traz uma sonoridade propositadamente mais acústica. Em Devils & Dust Bruce resolveu contar histórias de lutas diárias de pessoas comuns. Pela simplicidade, o clima folk conquista depois de ouvir pela segunda vez. O trabalho lembra muito o estilo dos discos de 1982 (Nebraska) e de 1995 (The Ghost Of Tom Joad). Esse é o décimo terceiro álbum do músico, que voltou com todo o gás em 2002, com The Rising. Em Devils & Dust, ele mostra composições antigas. Uma delas é a ótima “All The Way Home”, de 1991! Resgatar o bom folk, com suas gaitas e violões acentuados, e acrescentar até uma cítara remetendo aos anos 60 foi a grande preocupação do músico. Vale ouvir também “The Hitter”, “Black Cowboys” e ”Matamoros Banks”. Você vai perceber que Bruce Springsteen continua rodeado pelo seu guru Woodie Guthrie e companhia, servindo de inspiração pra dizer o que pensa em suas canções.

(por Rose de Oliveira)



US3-QUESTIONS -
Quando esse povo surgiu, criou-se um alvoroço musical! É incrível como o US3 ganhou notoriedade ao fundir r&b, jazz e hip hop ainda entrando numa questão que na época gerou discussões à cerca do jazz tradicional. Afinal eles foram basicamente os responsáveis em ousar e deixar o ritmo com um jeitão diferente. Os mais conservadores chegaram a dizer que era o assassinato do jazz. “Believe In Yourself”, faixa do novo disco, prova o contrário. O jazz ganhou um clima interessante, conquistando fatias mais jovens de público, que aprenderam a ouvir clássicos como “Cantaloup Island”, justamente pela acabamento moderno que os caras deram a esse standard. Quanto ao hip hop, rimas boas e som sofisticado pra ouvir e dançar muito!

(por Rose de Oliveira)



THE WALLFLOWERS- REBEL, SWEETHEART -
Novo disco do lindo filho de Bob Dylan (sabe-se que ele detesta ser chamado de lindo...)! Rebel, Sweetheart tem a produção assinada por Brendan O´Brian, que já trabalhou com o Pearl Jam e Bruce Springsteen. Jakob Dylan entrou com banda e tudo no estúdio em 2004 e só agora chegou algo novo às lojas. Os mocinhos gostam de férias ou seria mesmo falta de inspiração? Afinal, pisaram pela última vez em estúdio em 2002, na gravação de Red Letter Days. O novo álbum fala da guerra no Iraque, do mundo conturbado, mas tem também um certo humor negro fazendo um contraponto. Um som bacana desse disco é “The Beautiful Side Of Somewhere” e também “The Passenger”, ”Days of Wonder”, entre outras. A banda hoje é composta pelo cantor e guitarrista Dylan, pelo tecladista Rami Jaffee, pelo baixista Greg Richling e com Fred Eltringham na bateria.

(por Rose de Oliveira)



LÉO GANDELMAN-LOUNJAZZ -
No disco novo do saxofonista Léo Gandelman cabe um pouco de tudo: samba, bossa nova, choro, tudo muito bem arranjado pelo músico, que criou sons para as pistas e também para quem não resiste a uma viagem musical relax. São onze faixas, todas inéditas. Lounjazz inaugura o selo próprio chamado Saxsamba. Léo, que tem uma carreira já consolidada e trabalhou com vários artistas da música brasileira, contou com as participações de Zélia Duncan e Seu Jorge (numa swingueira deliciosa chamada “Dançarará”). O saxofonista fez também uma releitura de Zequinha de Abreu, em “Tico Tico no Fubá”, e de Canto de Ossanha, de Baden Powell. O Bossa Cuca Nova não ficou de fora e participa de Lounjazz dando ainda mais balanço ao remix de “Dançarará”. A qualidade do músico, compositor, arranjador e produtor Léo Gandelman continua a mesma, mas o som... quanta diferença!

(por Rose de Oliveira)



COLDPLAY-X&Y -
X & Y é o nome do novo álbum da banda, que foi adiado algumas vezes por falta de consenso entre o grupo. Muitas canções entravam, saiam, até que finalmente decidiram o repertório. O primeiro single é "Speed of Sound", que já está rolando aqui na Eldorado. O vocalista da banda, Chris Martin, disse que o novo álbum segue o estilo do segundo da banda, Rush of Blood to the Head. X&Y contou com a produção de Danton Supple, que os aconselhou a deixar o som um pouco mais cru. Na canção “Talk” existe uma lembrança da banda alemã Kraftwerk, com um riffzinho de “Computer Love”. O nome é estranho, mas o disco soa muito bem.

(por Rose de Oliveira)



LENINE - LENINE IN CITÉ -
Cité de la Musique, casa de espetáculos de Paris. No palco, Pernambuco, Cuba e Argentina. Lenine (voz, violão e guitarra), Yusa (baixo) e Ramiro Musotto (percussão). Lenine lançou oito canções inéditas e deixou o público extasiado! Segundo o músico, a idéia é mostrar que o mundo está repleto de “cantautores”, como denomina compositores que interpretam suas canções. Nesse disco o pernambucano faz uma declaração de amor à esposa, Anna, numa letra difícil de cantar, chamada “Todas Elas Juntas num Só Ser”, em que cita várias musas da nossa música e seus compositores. Com 21 anos de carreira, Lenine nunca se deixou levar pelas imposições do mercado. Dessa forma, segue em frente fazendo de cada disco uma novidade.

(por Rose de Oliveira)



SEU JORGE – CRU -
Um cara que a vida, os amigos, o público e, principalmente, a crítica descobriram e que trouxe fôlego novo à música brasileira. Porque não dizer um artista completo? O fascinante da estória de Seu Jorge é que ele tem a cara do Brasil, assume essa brasilidade e com ela conquistou o sucesso também de forma natural. Ele é carisma puro. No palco mexe com a galera, no cinema fez bonito em Cidade de Deus e a voz é abençoada. Jorge Mário da Silva faz sucesso porque não tem segredos! Atenção pras faixas “Tive Razão”, “Fiore de La Cittá” e pra divertida “Mania de Peitão”! Seu Jorge foi para Paris terminar a mixagem desse que é seu segundo disco solo e que marcou sua estréia no mercado europeu. Ele é o exemplo do cara que estava no lugar certo e na hora certa.

(por Rose de Oliveira)



BID - BAMBAS & BIRITAS - VOL.1 -
Eduardo Bidlovski. Bid, pra ser mais prático. Não só pros íntimos, mas para o público em geral que aprecia o trabalho desse produtor inteligente e envolvido com gente quentíssima. São onze faixas, quase todas arranjadas por ele, tem a participação de Evaldo Luna, Seu Jorge, Elza Soares, Carlos Dafé, Rappin Hood, e o apoio internacional de Dasez e Muhammad Mubashir. O disco empolga do começo ao fim. Pra ter certeza do que estou falando, basta ouvir e saber que o cara simplesmente colocou o dedo no trabalho de Chico Science. Bambas e Biritas é brasileiríssimo e infalível. E tem mais: Bid fez parte da banda Tokyo, aos 17 anos. Bendita seja a mutação!

(por Rose de Oliveira)



LEILA PINHEIRO – NOS HORIZONTES DO MUNDO -
Esse é o novo da Leila Pinheiro, em que toca piano em todas as faixas, assina o tema instrumental, “Delicadeza”, e, pela primeira vez, registra uma balada chamada “Hoje”, que a fez parceira de Renato Russo. É a voz pura e suave de uma cantora que teve grandes parceiros na carreira musical e na vida. Nos Horizontes do Mundo traz uma Leila feliz e livre na criação. São 16 faixas e todas merecem ser ouvidas com especial atenção.

(por Rose de Oliveira)



ROBERTO COELHO - RIO 58 -
Roberto Coelho lançou Rio 58, primeiro cd solo que reflete a globalização musical. Vozes femininas de Olivia, em “Mensagem”, de Débora Reis em “Um pouco mais” e, ainda, Bel Garcia, Vanessa Falabella, Dada Cirynu, Bibba Chuqui e Tatiana Parra. Mas ele também aparece cantando com efeitos na instrumental “Benvindo”. Tem versões pra músicas do Cake e diverte em “I don't like samba” e com os ritmos latinos de “Taste of Mambo”. Esse mineirinho aposta na diversidade e numa atmosfera moderna. Conseguiu ser adorável!

(por Rose de Oliveira)



ZAP MAMA- ANCESTRY IN PROGRESS -
Zap Mama é um quinteto de mulheres de origem afro-belga comandado por Marie Daulne, dona de uma voz e responsável por compor e arranjar a maioria das canções. Existe uma estória curiosa em torno da vida de Marie. Ainda criança, quando mudou para Bruxelas com os pais, a mãe achou que a menina deveria aprender as polifonias dos pigmeus africanos. O tempo passou e então ela voltou ao Congo onde criou o Zap Mama, em 90. O 1º disco veio em 93 e é basicamente vocal. Aí eles resolveram definitivamente apostar nas possibilidades da voz como instrumento musical. Esse é o mais novo álbum da banda e nele quase todos os temas foram compostos por Marie Daulne, que tem influências da música americana, mas não perde a carga ancestral. Tem participações de Erykah Badu, Common, Talib Kweli, Jazzyfatnastees, entre outros. Anthony Tidd e Richard Nichols (The Roots) produziram “Show Me the Way” e “Ca Varie Varie”. O Zap Mama é jazz, blues, funk, r&b, rap e música africana de primeira.

(por Rose de Oliveira)



TORI AMOS - THE BEEKEEPER -
Particularmente, essa moça nunca me impressionou muito, até o dia em que assisti a um show seu pela tv. Sozinha num palco enorme, tocando piano e mostrando a afinação segura da voz. Aprendi que tirar conclusões apenas por um álbum de estúdio pode ser enganoso. Que felicidade encontrar Tori Amos, uma cantora, madura e ótima musicista. Nesse cd, o oitavo e mais recente álbum inédito de sua carreira, fica clara a maturidade das composições mais encorpadas. Algumas coisas mudaram em relação ao disco anterior de 2002. Tori imprimiu um clima setentista usando um Hammond, marca registrada dessa época. Tem ainda a participação especial de Damien Rice. O resultado é doce no nome (The Beekeeper significa “a apicultura”) e nas melodias.

(por Rose de Oliveira)



THIEVERY CORPORATION – THE COSMIC GAME -
Misture alguns beats eletrônicos, influências brasileiras, sons de sítaras e embarque com esses caras... Experiência cósmica total quando se jogar numa poltrona confortável pra ouvir esse disco. Nele tem de tudo um pouco: reggae psicodélico com cara de samba, entrelaçados por um instrumental místico e suave. “Revolution Solution” com participação de Perry Farrell é uma delícia, assim como “The Heart's a Lonely Hunter”, que é a cara do convidado para os vocais, David Byrne. Clima bom é quem eles mesmo.

(por Rose de Oliveira)



THE ROOTS - THE TIPPING POINT -
Com esse novo trabalho, The Roots balança os cérebros inteligentes e faz isso com primor! “Stay Cool” ressuscita o acid jazz, mas repare também nas letras interessantes e na tentativa de sair do experimental. Tudo graças a um cara chamado Tariq Trotter, que formou a banda em 87 junto com o baterista Ahmir Khalib Thompson. Diferente de outros rappers, o som deles é real, sem muitas bases sampleadas. The Roots sempre será referência pra quem gosta de rap e cultura hip hop e The Tipping Point faz parte desse legado.

(por Rose de Oliveira)



THE BRAND NEW HEAVIES - ALLABOUTTHEFUNK -
Os pioneiros do acid jazz de Londres, The Brand New Heavies, mostram nesse álbum a paixão pelo funk dos anos 70 com um som sofisticado e muito bem executado. Atenção pra faixa “Boogie”. O grupo formado em 85 por amigos que freqüentavam a mesma escola num subúrbio londrino primam pela unidade instrumental, com uma seção de metais magnética! Sem falar que conseguiu permanecer de maneira sólida no mercado de r&b americano. Tarefa nada fácil! Incluíram a vocalista Jay Ella Ruth que assina com uma voz marcante. Swing da nata faz com que Allabouthefunk espante qualquer tristeza!

(por Rose de Oliveira)



STEVIE WONDER - A TIME TO LOVE -
Canções inéditas e o mesmo swingue do velho e bom Stevie Wonder, que enxerga muito bem o público que quer atingir desde Conversation Peace, lançado em 1995. Foi uma pausa de dez anos e agora o cantor, que começou aos 11 aninhos de idade, e se tornou ícone da música black, compôs músicas novinhas pra A Time 2 Love. Aqui tem gente de peso do R&B e o talento de Stevie, que explora sua veia de multinstrumentista. Tem um coral de beat-box, regido pela batuta de Doug E. Fresh, uma dose de romantismo, mas também tem groove. Basta ouvir “So What The Fuss”. India Arie participou da composição e dos vocais na faixa título e tome Motown! O disco vale pela trajetória do gênio que revolucionou o R&B na década de 70 com o uso de sintetizadores e uma voz inigualável!

(por Rose de Oliveira)



NEW ORDER - WAITING FOR THE SIRENS’ CALL -
Reinava o silêncio. Até que em 2001 Get Ready começou a tocar nas rádios e nas pistas. Era a volta do New Order. O quarteto britânico, banda-símbolo dos anos 80, começou a soar meio rock´n roll. No novo trabalho existe ousadia, muita guitarra e o baixo de Peter Hook, respeitadíssimo e ótimo instrumentista, sendo quase que um pilar de sustentação do disco. “Who's Joe” tem cara de hit, “Hey Now What You Doing”, “Krafty” (uma alusão ao pioneiros Kraftwerk?) e muitas outras. O New Order ainda é referência pra muita gente e o disco novo tem tudo pra conquistar novos seguidores.

(por Rose de Oliveira)



MOBY - HOTEL -
"O que me fascina nos hotéis é que quando você paga por um quarto, parece que é a primeira pessoa a pisar ali e ainda assim, no fundo, você sabe que seis horas antes alguém estava fazendo sexo naquela cama, outra pessoa estava indo ao banheiro. Isso pode soar estranho, mas acho que de alguma forma é análogo à condição humana". Com essa frase, entramos no mundo de Moby e em seu processo de criação. Internacionalmente aclamado pela crítica, pelos músicos e pelo público esse fã dos Simpsons agita a cena com Hotel, o 1º álbum desde 18, que vendeu mais de 4 milhões de cópias. O novo trabalho traz versões interessantes, como o clássico do New Order "Temptation" e o hino techno-rock "Spiders", que é homenagem explícita ao ídolo e amigo David Bowie. Tem ainda a doçura ácida da letra de “Beautiful”. O cd é uma compilação de sentimentos e emoções 6 estrelas.

(por Rose de Oliveira)



METROPOLITAN JAZZ AFFAIR - MJA -
O albúm do trio MJA chega com uma “parede” sonora jazzística de dar gosto. Combinando a música eletrônica com instrumentos crus, criam um nu-jazz cheio de influências do bop, que se torna uma fascinante variação de ritmos. O jazz continua servindo de fonte original de inspiração para o trio, trazendo bons groovies e solos instrumentais acompanhados por vocais precisos. MJA é provavelmente um dos melhores trabalhos do grupo, sem esquecer o vocalista Earl Zinger. Metropolitan Jazz Affair é um exemplo do jazz moderno instrumental a ser seguido.

(por Rose de Oliveira)



JACK JOHNSON - IN BETWEEN DREAMS -
O ex-surfista definitivamente entrou num tubo que parece não ter fim. Tudo o que Johnson toca é elogiado, não só pela galera do surf, mas por gente que curte um folkzinho básico, num clima Cat Stevens e, lógico, aquela levada que os freqüentadores das ondas mais radicais amam de paixão: o reggae. E não fica só nisso! In Between Dreams, tem ainda pitadinhas de blues e até hip hop. Jack Johnson não tem do que reclamar! Mora no Havaí, está faturando alto, tem amigos bacanas, enfim, se existe um pulo do gato pro sucesso do cara, pode ser a vida que leva de cara com a natureza e muita tranqüilidade servindo de pano de fundo pra suas melodias.

(por Rose de Oliveira)



EVERLAST - WHITE TRASH BEAUTIFUL -
Acompanhado por cinco músicos (baixo, guitarra, teclado, bateria e um DJ), Everlast desde o início mostrou ao público os motivos porque é considerado um músico completo. Mais maduro e dono de uma voz invejável, esse norte-americano trouxe em White Trash Beautiful a faixa “Blinded By Sun”, que a gente mostrou primeiro aqui na Eldorado. Nesse cd, Everlast criou um repertório que faz lembrar “What It's Like, I Can't Move” e “Black Jesus”, sons que mais levantam as platéias por onde ele se apresenta. White Trash Beautiful funciona mais uma vez pela sonoridade caprichada.

(por Rose de Oliveira)



DAVE MATTHEWS BAND - STAND UP -
Dave Matthews é um mistério! Uns veneram o som feito por ele e sua banda. Outros não conseguem ouvir uma faixa inteira dos caras. De qualquer maneira, vamos com calma! Abra um espacinho aí dentro pra tentar entender a proposta da banda. Primeiramente, eles nunca se preocuparam em estar no topo do mundo musical. A preocupação dos meninos é explorar tribos, criar texturas musicais diferentes e música para pensar. Segundo, que a voz de Matthews também soa quase como um instrumento exótico. Stand Up teve a faixa “American Baby” estourada nos Estados Unidos. Faça sua primeira experiência com esse cd começando por “Dreamgirl” e “Old Dirt Hill (Bring That Beat Back)”. E escolha em que time ficar!

(por Rose de Oliveira)



CAKE - PRESSURE CHIEF -
Esse é o 5º álbum da banda californiana de rock alternativo, que tem na formação John Mc Crea (vocais), Xan Mc Curdy (guitarras), Gabe Nelson (baixo), Pete Mc Neal (bateria) e Vincent Di Fiore (trompete). Pressure Chief tem 11 faixas e aquele clima de narração na voz de Mc Crea quando canta, sua marca registrada. Destaque pro cover da clássica “The Guitar Man do America”. A ideologia continua a mesma: questões ambientais como bandeira! Tanto que o encarte do álbum foi todo impresso em papel reciclado. E, mais uma vez, o Cake acertou! “Tougher than It Is”, parceria de McCrea com Nelson, vem rasgada por um solo de trompete e “Dime”, que fala de um cara que se sente como uma moeda de 10 cents... pobrezinho! Se der mole, rola até lágrima... o Cake tem personalidade e continua surpreendendo.

(por Rose de Oliveira)



BILL WYMAN & THE RHYTHM KING - JUST FOR A THRILL -
Depois de deixar os Rolling Stones em 1991, Bill Wyman partiu em busca do prazer de tocar o que realmente fazia sua cabeça! Montou um time de primeira batizado de Rhythm Kings e caiu na estrada, no estúdio e no palco, tocando clássicos de todos os tempos. O negócio de Wyman agora é explorar o repertório dos anos 50 e mostrar canções próprias, sem esquecer de seus dois mandamentos: fazer boa música e divertir-se! Aparentemente low profile, Wyman é um homem irrequieto, procurando trazer amigos próximos, gente do soul, do blues e do velho time do rock and roll para arrematar seus trabalhos com a banda. Se você aprovou os álbuns anteriores, não pode perder os grooves, os músicos e as vozes impecáveis que dão o clima descontraído desse cd. É contagiante saber que o velho roqueiro está tocando o estilo de música que sempre amou, com total liberdade!

(por Rose de Oliveira)



BILLY IDOL - DEVIL´S PLAYGROUND -
O visual de Billy Idol não mudou muito desde “Eyes Without a Face”. Nunca saiu de cena, inclusive se arriscando na tela grande em 98 num filme chamado Wedding Singer. Agora ele retorna à música, em Devil’s Playground, com a mesma voz rouca, pequena e a roupa de couro anos 80. O grande trunfo desse álbum é a excelente banda que o acompanha. Lembra do eterno companheiro bom de riffs Steve Stevens? O cara está nessa junto com Stephen Mc Grath, no baixo, e a batera de Brian Tichy. Algumas chamam a atenção em faixas como a acústica “Cherie”, outra que contagia pela beleza da sonoridade é “World Comin Down” e a maior surpresa, “Super Overdrive”, em que Idol aposta num tom muito mais alto de sua voz habitual. É energia rock and roll da melhor qualidade.

(por Rose de Oliveira)



JOSS STONE - MIND BODY & SOUL -
A inglesinha prodígio, que aos 17 anos conseguiu a peripécia de vender mais de 2 milhões de cópias com Soul Sessions, traz mais uma boa surpresa aos fãs: Mind Boby And Soul. Ela diz que “esse sim é seu disco de estréia”. Joss tem paixão pela música e adora cantar. Se na tenra idade já manda bem, imagine quando estiver mais madura? A garota trouxe um time de primeira para acompanhá-la, entre eles, os produtores Lamont Dozier e Desmond Child. Stone deixa qualquer um boquiaberto com seu timbre de voz na balada “Killing time” ou em “Don´t cha wanna ride”, passando por “You had me”. A faixa que abre o cd Mind Body And Soul, “Right to be wrong”, é de emocionar!

(por Rose de Oliveira)



RAY CHARLES - GENIUS LOVES COMPANY -
Ele é uma lenda da música, que faleceu há pouco deixando uma lacuna enorme. Mas não partiu sem antes deixar um registro sensacional chamado Genius Loves Company. Esse cd mostra a devoção de artistas convidados ao mestre do soul e R&B. Amigos novos (Norah Jones, Diana Krall) e antigos (Johnny Mathis, Willie Nelson, B. B. King, Gladys Knight).O cd póstumo ganhou disco de platina e foi aclamado pela Academia Fonográfica. Nas canções a marca registrada de Ray Charles dão o toque de classe, principalmente na união entre ele e Dianna Krall em “You don’t know me”, música originalmente gravada em 1962, no álbum Modern Sounds In Country & Western Music. Tem ainda Elton John em “Sorry seems to be the hardest word”. Da primeira à última faixa, ouça no volume máximo! Seus vizinhos vão adorar.

(por Rose de Oliveira)



VANESSA DA MATA - ESSA BONECA TEM MANUAL -
A cantora mato-grossense Vanessa da Mata está apenas no 2º álbum e já caiu nas graças do público e da crítica. Umas das responsáveis é a faixa “Ainda bem”, parceria dela com o produtor musical Liminha. O disco inclui releituras de “Eu sou neguinha” (Caetano Veloso) e “História de uma gata” (Chico Buarque, para a trilha dos Saltimbancos). As inéditas são “Joãozinho”, “Eu quero enfeitar você”, “Zé”, entre outras. Traz ainda participações do saxofonista Leo Gandelman, Jacques Morelembaum (arranjos de cello e de metais) e do coral da Escola de Música da Rocinha. Se você procura uma voz doce e suave, Essa Boneca tem Manual é a pedida. Sem falar do toque especial de Gringo Cardia, que soube ressaltar os cachos rebeldes de Vanessa da Mata como ninguém.

(por Rose de Oliveira)



ARNALDO ANTUNES - SAIBA -
O paulista cheio de estilo e de voz gutural Arnaldo Antunes alça mais um vôo solo após o sucesso do projeto Tribalistas (trio formado por ele, Marisa Monte e Carlinhos Brown). Depois de lançar livros, de trazer à tona sua veia videasta e de ter realizado outros trabalhos sozinho, Saiba mostra a que veio logo na quarta faixa: Imaginou. Sempre armado de uma linguagem urbana e até romântica, Arnaldo faz uma mistura musical em Saiba. Ele consegue caminhar em vários universos musicais, do rock ao eletrônico, e, até mesmo, fazer uma viagem ao infantil. Mais do que nunca mostra que Arnaldo Antunes é um criador irrequieto.

(por Rose de Oliveira)



ADRIANA CALCANHOTTO - ADRIANA PARTIMPIM -
Intrigante essa carinha da capa, não? Mas foi desse jeitinho que Adriana Calcanhotto colocou suas lembranças de infância num disco. Esse é o sétimo álbum da cantora e compositora gaúcha, que assina o trabalho com o heterônimo Partimpim. Não espere temas infantis conhecidos! Calcanhotto buscou canções no fundo de sua memória musical. No repertório, “Formiga bossa nova”, “Fico assim sem você”, “Oito anos”, de Paula Toller, uma marchinha carnavalesca chamada “Lig-lig-lig lé”, de 1937, e “Ciranda da bailarina”, de Edu Lobo e Chico Buarque. O cd está cheio de delicadas canções, embaladas pelo violão de Adriana Calcanhoto, ops!... de Adriana Partimpim.

(por Rose de Oliveira)



PRIMITIVE SOUND SYSTEM - A NU-EXPERIENCE -
Dupla intrigante formada por Ivan T. Hall e Davide Pasquali. A começar pela capa e pelas siglas... Nota-se a qualidade musical ao ouvir as primeiras faixas de A Nu-Experience, que inquieta os ouvidos mais atentos. Se você é aficionado por sons diferentes, por misturas de sons contemporâneos com pitadinhas de jazz - como o próprio título diz -, teste essa nova experiência. “Plastic fantastic” já ganhou nossos ouvintes, mas você ainda pode dançar ou fazer um clima com “Figure me out”, “Virgin surprise” e “Run da luxe”!

(por Rose de Oliveira)



JOHN PIZZARELLI - BOSSA NOVA -
Neste novo trabalho o guitarrista norte-americano John Pizzarelli mostra seu amor ao Brasil, fazendo uma verdadeira reverência aos nossos brazucas. Entre eles, Tom Jobim e João Gilberto. Segundo o filho de Bucky Pizzarelli (outro ícone da guitarra), a bossa nova é a noiva ideal para a música americana. Acertando o alvo, Pizzarelli deu um tempero especial à “Your smiling face”, de James Taylor, que virou ma charmosa bossa. É aumentar o volume e se deliciar com “Garota de Ipanema”, “Águas de março” e muitas outras, que trazem a afinação inconfundível das cordas da guitarra do músico que já marcou território neste país tropical.

(por Rose de Oliveira)



BOSSA CUCA NOVA - UMA BATIDA DIFERENTE -
O Bossa Cuca Nova está na praça com Uma batida diferente, disco que traz convidados especiais como: Adriana Calcanhotto, Trio Mocotó, Marcos Valle e o grupo Zuco 103. É a música brasileira revitalizada pelo DJ Marcelinho da Lua, pelo baixista Márcio Menescal e pelo tecladista Alexandre Moreira, que regravaram clássicos nacionais, mas trouxeram também sons novos. Destaque para o samba “Previsão” (letra e voz de Calcanhotto) e para o clássico “Eu quero um samba” (de Haroldo Barbosa e Janet de Almeida), na voz de Cris Dellano, que apesar de ter sido composta nos anos 40 soa com frescor total.

(por Rose de Oliveira)



JANE MONHEIT - TAKING A CHANCE ON LOVE -
Aos 26 anos de idade, dona de uma bela voz e com carinha de anjo, Jane Monheit poderia ter optado pelo pop, mas um outro estilo a fisgou e hoje é considerada a mais nova promessa na cena jazz vocal. Esse não é seu primeiro trabalho, mas em Taking a Chance on love a paixão pelos clássicos como “Honeysuckle rose”, de Thomas Fats Waller, é apenas um dos convites para ouvir o disco todo. Jane Monheit ganhou visibilidade quando venceu, aos vinte anos, o prêmio Thelonious Monk de revelação, diante de um júri formado por Dee Dee Bridgwater, Nnenna Freelon, Diana Krall e Joe Willians. Vale lembrar que Ella Fitzgerald é a grande inspiração da jovem cantora, que traz um time de músicos de primeira para acompanhá-la.

(por Rose de Oliveira)



BEBEL GILBERTO – BEBEL GILBERTO -
Nova Iorque teria se transformado no berço natal de Bebel Gilberto? A questão é que a brasileira, filha de João Gilberto e Miúcha, continua conquistando público cativo nos palcos de nova-iorquinos e fazendo bonito com esse novo trabalho homônimo. Percebe-se o cuidado na produção, feita em parceria com Marius de Vries, que trabalhou com Madonna e Bjork. Bebel compôs nove das doze faixas, com excessão de “Baby” (de Caetano Veloso, gravada em inglês), “Aganjú” (de Carlinhos Brown) e “Everyday you’ve been away” (de Daniel Jobim e Pedro Baby) . Do início ao fim, o som é “smooth”, recriando a mpb com novo fôlego.

(por Rose de Oliveira)



BURT BACHARARACH - ONE AMAZING NIGHT -
Burt Bacharach foi homenageado em um concerto realizado em Nova York. One Amazing Night é o registro ao vivo deste encontro. As canções inesquecíveis de Bacharach ganham vida nova nas vozes de All Saints, Chrissie Hynde, Sheryl Crow, Elvis Costello, sem esquecer de Dionne Warwick, uma das intérpretes que mais se dedicou aos clássicos de Burt Bacharach durante sua carreira. “What´s new pussycat”?, “Baby it´s you”, “Raindrops keep fallin´ on my head”, “Always sometinhg there to remind me” são algumas pérolas desse tributo, que merece ser ouvido em alto e bom som. Burt Bacharach mostrou ser imortal na música e querido pelos artistas mais jovens que provavelmente o conheceram ouvindo seus hits quando crianças, através de seus pais.

(por Rose de Oliveira)



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